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"A história leva séculos para acontecer e tudo cabe, depois, nas páginas de algum livro. Se não for escrita, jamais será uma história, nem terá valido a pena ter acontecido" Antonio Caprio

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

JOÃO DE MELO MACEDO, O JOÃO D’OESTE

“Ex nihilo nihil fit “(nada vem do nada)

João de Melo Macedo


Há pessoas que nascem e morrem.  Outras nascem, vivem e morrem. Outras ainda nascem, vivem, se tornam heróis e nunca morrem.  Herói é um ser extraordinário por seus feitos guerreiros, valor ou magnanimidade. O protagonista de uma obra literária, diz o dicionário. Álvaro Granha Toregian afirmou que ‘os homens, para se tornarem imortais, precisam inexoravelmente ‘morrer’. Oscar Wilde escreveu que ‘viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe”.
Em seus livros o nome de João de Melo Macedo é grafado como “Melo”. Alguns textos o nome aparece como “ Mello”. Opto pela grafia usada em seus livros.

Em 8 de fevereiro de 1905, nas terras mineiras e em Santa Rita de Cássia, nasceu um menino filho de Venefredo e dona Ana Cândido, morta no parto. Menino esperto, criado pelos tios, aos doze anos de idade escreveu seu primeiro trabalho que ele chamou de folheto – um livro de poesias - com o título de “Primeiras Poesias” publicado em 1917 de forma artesanal. Nosso menino fez a primeira fase educacional em Muzambinho e já era visto como promessa promissora no meio intelectual com apenas dezesseis anos. Na Semana da Arte Moderna de 22, em São Paulo, recebeu honra ao mérito pela participação. Em pouso Alegre se destacou em movimento literário e seu poema “Oração” lavrou classificação como um dos melhores trabalhos. Tornou-se amigo de poetas como Noraldino Vieira, Pedro Saturnino, Antônio Cândido, Odilon Azevedo, Carlos Drummond de Andrade, Mario Guimarães Rosa e outros, e com isto alçou-se à esfera dos ‘astros da poesia’ da época, lapidando, dia a dia, seu estilo e desenvolvendo sua capacidade com o manuseio das palavras em belíssimos sonetos e trabalhos literários fulgurantes.

Em Belo Horizonte chega ao quarto ano de medicina, mas desiste e diploma-se em farmácia e com o diploma na mão, sua alma de aventureiro e pesquisador nato do folclore e da literatura regional, foi atraído pelas lendas e riquezas da região noroeste do Estado de São Paulo e pousa, para nossa alegria, na região do alto do “Jatahy” num lugarejo chamado Tanaby que lutava para se tornar de vila em município, pertencente ao distrito de São José do Rio Preto. Em Tanabi tomou posse de vesga de terra pertencente à sua família e se instalou no meio que sempre sonhou: a natureza bruta, ouvindo o canto dos pássaros e apreciando as intermináveis chuvas como que orquestra para seus ouvidos; seus olhos inquietos sempre à procurado do belo, sua mente aguçada para o natural, o espontâneo e a natureza em festa forjando, como Odin, deus nórdico da sabedoria, o fazia com sua espada, o poeta que nascia com todo seu esplendor sob a ação da bigorna do tempo. Tinha razão Ernest Hemingway quando disse: O segredo da sabedoria, do poder e do conhecimento é a humildade. E isto isso Macedo tinha em abundância.  

Instala-se na vila Tanaby com sua botica e depois a transforma em ‘Pharmacia Tanaby’, um verdadeiro consultório médico onde ele mesmo manipulava remédios que em sua grande maioria era oferecido gratuitamente e por isto recebeu a alcunha feliz de ‘ médico dos pobres. De porte atlético, bem constituído fisicamente, começou a se mostrar como um belo pretendente às moças da cidade e região. Seus poemas e sonetos a elas encantava e ele, muito polidamente, oferecia a cada uma foto sua com bela e específica dedicatória. Na linha de Mario Guimarães Rosa, de quem era amigo, se torna num sertanista e era visto pelas ruas em suas horas de lazer com bombacha branca, botas altas e bem engraxadas, lenço vermelho ao pescoço e enorme chapéu branco, levando à mão um bem trançado rebenque de couro artisticamente trabalhado que brandia durante sua calma caminhada. Sua mente fervilhava e entre o corre-corre da vida e seus momentos de introspecção fizeram nascer em 1935 seu livro “Arribada” que se mostrou como o cordão umbilical dele com as coisas da terra, da labuta do homem do campo, do mugir do gado nos pastos, do barulho das chuvas com seu maestro ribombando a batuta dos trovões. Carlos Drummond de Andrade disse que “ há livros escritos para evitar espaços vazios na estante’, mas Arribada não, este veio para se destacar na estante e ficar no coração de cada leitor dada à forma apaixonante de suas composições retratando a força do homem na terra e em sua lida. O livro era para se chamar ‘Província’, mas acabou se tornando ‘Arribada’, editado pela Empresa Gráfica da Revista dos Tribunais, de São Paulo.

Arribada:
Lá vem eles, lá vem,
trôpegos, marchando,
ao beijo emoliente da soalheira.
A comitiva reduzida,
não os anima o algazarreio das chamadas,
nem o toque dos berrantes,
nem os embala
a barbara melopéia dos aboios.
Caminham vagarosamente,
bois vadios, que se tresmalharam,
rêses que as doenças retardaram
para essa marcha lúgubre e cansada....
Para essa marcha sem poesia,
No desconsolo e no silêncio da arribada....

Como num vulcão em erupção, em abril de 1946 lança “Versos de Outro Tempo”. Macedo costumava oferecer exemplares a amigos especiais porque entendia ser o livro ‘ um pouco avançado’ e não para todos. Não buscava fazer deles comércio. Destaco aqui o que ele pensava do poeta:

A um poeta
Ai! Porque elevas, no tumulto, o canto
e revelas, na praça, a tua dor?
O mundo, sabes? Ri do nosso pranto!
Esconde a angústia do traído amor.
Lágrimas, verte-as, pois, na solidão,
Porque a amizade, aqui, engana e ilude,
e é um nome proibido esse de irmão.
E uma louca ridícula – a virtude.
A teu martírio, cúpido e ferrenho,
esse povo, a quem falas, correrá;
Todos ver-te-ão curvar sob o teu lenho
- Ninguém de ti se compadecerá....
Oh! Mente, mente! O teu rosto jucundo
mascare íntima dor sempre a sorrir;
A verdade não é para este mundo,
ai daquele que não souber mentir”.
(p. 19 )

Interessante é a ponderação que Mario Quintana faz sobre o poeta. Ele diz: A diferença entre um poeta e um louco é que o poeta sabe que é louco...Porque a poesia é uma loucura lúcida”.

Edgard Allan Poe nos diz: “aqueles que sonham acordados tem consciência de mil coisas que escapam aos que apenas sonham adormecidos”. O poeta não é isso?

O livro foi publicado pela Empresa Gráfica da “ Revista dos Tribunais”. São Paulo, em abril de 1946.
O homem urbano com os pés fincados na terra que lavra, que cultiva, que faz produzir e que na botica reverencia aos químicos do passado na busca da cura das dores de quem o procura, e aquele que atrás de uma mesa e de caneta à mão, fez nascer em 1961 o “Cântico do Pioneiro”, com versos ilustrados por Aldemir Martins, transformando palavras em imagens maravilhosas e realísticas do pioneiro de nossas terras – o homem do campo.

Seus livros “Arribada e Versos de Outro Tempo”, provocaram intensa reação de literatos, jornalistas e admiradores em todo o país. De João Guimarães Rosa, recebeu  carta com o seguinte trecho:” De volta de uma viagem ao interior de Minas – à paisagem grande e campineira – pude ler os belos poemas do seu ‘Arribada’, também um viajar, pela poesia, pelas estradas do sertão, com o vagaroso gado, na ruana de marcha braceira, assistindo à hora azul das queimadas, ouvindo o canto do carro de bois ou a buzina do peão...Como poderia deixar de gostar dele? Nessas páginas, eu poderia “cortar o chão o dia inteiro”. Sua poesia é real e eficaz”. Ariovaldo Corrêa – in “Homens e coisas de Mirassol”, escreveu: Há em seus versos uma arte, uma suavidade singular em reproduzir aspectos da natureza, cenas fidelíssimas da vida campeira, ora oferecendo-nos o retrato do camponês, cantarolante, arando a terra e antessonhando o milagre das colheitas, ora trazendo-nos de leve, aos ouvidos, o gostoso rumor da água da grota”. Foram muitos os que se manifestaram sobre o livro, entre eles Sebastião Almeida Oliveira, Orlando Romero, Judas Isgorogota (A Gazeta), Eloy Pontes (O Globo), Nelson Werneck Sodré (Correio Paulistano) e outros. 

Voava cada vez mais alto o ‘canário da terra’, o bandeirante Macedo e, demonstrando sua intensa devoção à Santa Rita de Cássia, padroeira de sua terra natal, escreve, em  dois opúsculos, exaltação à Mãe de Jesus – Tríptico de Santa Rita de Cássia – 1960-  demonstrando o lado humano e religioso de seu coração e mente de poeta. Encanta ao mundo religioso por sua forma e estilo, sem exageros e indo profundamente em seu lado e formação cristã. Baden Powel disse: “Fazer a felicidade dos outros é a melhor maneira de ser feliz”

Não mais conseguindo se livrar de Cupido, Macedo se enamora de Rackel Gauch que por décadas buscou vencer o eterno galanteador e casa-se na Igreja de Aparecida do Norte. Ela era professora de francês e seu aluno Macedo se tornou num expert em leitura e fala na língua francesa. Macedo, nosso Joao D’Oeste, era poliglota dominando o italiano, o espanhol, o árabe, o francês, o grego e o latim. Era jornalista e se correspondia com renomados autores brasileiros e jornais de todo o país. Era um homem atualizado e integrado a seu tempo participando do mundo em que vivia. Falecida a esposa Rackel, casou-se em sua prima, dona Maria Macedo Nubile em 12 de outubro de 1967. Dos casamentos não houve filhos, mas Macedo adotou filho, que morreu de forma precoce, auxiliando outras crianças e ajudando-as na linha da vida.

Sobre ele, o Joao D’Oeste, escrevi:

MESTRE MACEDO.

Braços para trás, caminha
absorto em pensamentos mil,
olhar distante como a avezinha
no céu infinito cor azul anil.
Levanta cedo, saúda a manhã,
visita a cidade, seu povo e ruas,
sempre pensando e com mente sã
lá está o Mestre  em andanças suas.
Filosofa, faz da vida poesia,
canta o amor, domina idiomas,
médico dos pobres, o povo diz,
dá  ao viver refinado aroma.
Intelecto profundamente enriquecido,
personalidade forte, nobre e marcante,
em nosso meio é o bom Macedo querido,
filantropo, humano, de valor relevante.
(Letras em Gotas – p. 41)

Em todo meu aniversário recebia cartão com pequeno verso grafado e com sua conhecida assinatura. Guardo-os com muito carinho.

Macedo viveu e construiu à sua volta um verdadeiro universo de conquistas para a comunidade tanabiense e regional. Não só plantou árvores, escreveu versos, livros, artigos. Ele fundou o Aeroclube, conseguindo a doação de dois aviões para o clube que ministrava aulas de aviação formando pilotos,  o Tênis clube; foi delegado Regional de Cultura da Sociedade de Etnografia e Folclore de São Paulo; um dos criadores do Tiro de Guerra, da Associação Rural, do Clube dos Tangarás, do Tanabi Cestobol Clube, membro-fundador do Lions Clube de Tanabi, mantenedor de várias instituições caritativas, trabalhou na criação do Brasão de Armas de Tanabi em consonância com Antônio do Nascimento Portela, artista plástico de São José do Rio Preto;  autor da letra do Hino do Município de Tanabi, um dos criadores e mantenedor da antiga Escola Técnica de Comércio Visconde de Mauá, hoje Fundação Educacional que leva o seu nome. Não retinha seu conhecimento só para si. Era palestrante e conferencista e representou a região na Festa da Uva do Rio Grande do Sul (1954) onde, entre outros, saudou o Presidente da República, Getúlio Vargas, que visitava aquele empreendimento. Causou espanto sua eloquência e oratória, fazendo seu discurso em quatro idiomas simultaneamente e dando uma ‘aula’ sobre vinicultura. Chegou a ser sondado para ser Ministro da Cultura. Sócrates afirmou: “As almas de todos os homens são imortais, mas a alma dos homens justos são imortais e divinas”.

João D’Oeste não ficou só nisso. Foi prefeito nomeado de Tanabi de 28 de dezembro de 1943 a 01 de março de 1945. Capitaneou o processo de elevação do Município de Tanabi a comarca, instalada em 13 de junho de 1945. Sabendo que um homem deve plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho, como não conseguiu esta última ‘exigência natural’, fundou a cidade de Macedônia no dia 07 de maio de 1945 em terras de sua propriedade que loteou e doou a pessoas e instituições. Ajudou a abrir as picadas, atuou na derrubada da mata e colheu os primeiros balaios de café em sua antiga propriedade, a Fazenda Santa Maria das Anhumas. Recebeu em vida várias homenagens como a Medalha Santos Dumont do Ministério da Aeronáutica, títulos de cidadão em Cunha e Cássia, nomes de escolas (Diadema-SP) e com seu violão cantava músicas da velha guarda em saraus culturais que fazia organizar. Professor de português e Latim, traduziu a obra “Divina Comédia” para o grego, escreveu e adaptou várias peças de teatro além de traduzir do inglês para português a obra ‘Oficial da Guarda”, do repertório da CIA, escrevendo inúmeros monólogos, como por exemplo “as Carmelitas”.  Fez jus ao que disse Jack London : ‘ A verdadeira função do homem é viver, não apenas existir’.

Como soe acontecer com todos, a chama de sua vida se extinguiu no dia 18 de outubro de 1981 aos setenta e seis anos. Olavo Bilac disse: “envelhecemos rindo! Envelhecemos como as árvores envelhecem.” Com ele não foi diferente e deixou frutos a mancheias.  Steve Jobs disse: “ cada sonho que você deixar para trás, é um pedaço de seu futuro que deixa de existir”. Ele viveu todos os seus sonhos e transformou em realidade muitos e nossos sonhos. Seu nome foi perpetuado, também, na praça central da cidade “ Praça Joao de Mello Macedo”, declarada recentemente por trabalho encetado pelo jornal Diário da Região como uma das sete maravilhas da região. Seu corpo está sepultado no Cemitério Central da cidade.

Cora Coralina afirmou que: ”poeta, não é somente o que escreve. É aquele que sente a poesia, se extasia sensível ao achado de uma rima, à autenticidade de um verso”. Ele foi assim.

Era João de Melo Macedo um homem que vivia e observava tudo à sua volta. Numa de nossas memoráveis reuniões quando da elaboração da letra do Hino de Tanabi, ele, parado e de olhos fixos nas lâmpadas fluorescentes da sala, foi por mim chamado à realidade, e ele, com sua voz anasalada e firme, sem tirar os olhos das lâmpadas, me perguntou: ....Caprio, pingo é letra? Eu prontamente respondi que sim. E ele, depois de uma bela gargalhada, e observando os pontinhos (coco) deixados lá pelas moscas, completou...  então a mosca é escritora.....


Este era “ João de Melo Macedo, nosso João D’Oeste. 

sexta-feira, 1 de julho de 2016

REFLEXÃO SOBRE O ANIVERSÁRIO DE TANABI


Mais um ano. Cento e trinta e quatro pós fundação. O que comemorar? Tivemos acertos? Tivemos erros? Erraram nossos administradores desde o ato primeiro? Acertaram onde? Quem mais acertou? Quem mais errou? Temos respostas para todas estas angustiantes perguntas. Muitas não são agradáveis, outras sim. Acertamos mais do que erramos? A linha do tempo não para. Antes, em 1882, éramos o único município depois de Rio Preto, fundado em 1852 Hoje centenas de municípios e alguns muito à nossa frente. Por que não crescemos como deveríamos ter crescido? O tempo escoa eternamente na linha dos anos, dos séculos. Cavalo arriado passa, diz o populacho. O nosso passou algumas vezes e não tomamos atitudes. Outros tomaram. Perdemos nossa comarca em 1927 no lamentável episódio do “cacheado”. Em 1928 ficamos atrelados à comarca de Monte Aprazível e só alcançamos autonomia em 1944. Em 1936 perdemos a EFA – Estrada de Ferro Araraquarense que foi desviada, numa curva avantajada para a margem direita do São José dos Dourados quando deveria passar onde hoje é a Vila Thomaz. Criou-se a Estação de Engenheiro Balduíno só voltando ao trajeto inicial nas imediações onde hoje é Ecatu. Nem Monte Aprazível nem Tanabi. Nova perda. Tentou-se consertar o estrago com a criação da Estação do Sapé, na década de 60 e outro fracasso. Crescemos com sofreguidão em termos imobiliários em nível urbano e se avolumaram problemas e responsabilidades nos aspectos sociais e de segurança. No campo do ensino não conseguimos uma Diretoria (antiga Delegacia); na Segurança Pública adeus ao Batalhão, perdendo de novo para Monte Aprazível. A Delegacia Agrícola chegou a ser criada e logo desapareceu. A indústria de bebidas Antárctica ensaiou vir para Tanabi e não conseguiu, fato semelhante ocorreu com a Chincariol. Riachuelo e Pernambucanas foram embora. Idem o Colonial. Nossa indústria de bebidas perdeu força e quase evaporou. Nosso frigorífico avícola bateu asas. Nossa faculdade veio e não ficou. Nossos grandes desfiles evaporaram. Nosso Tiro de Guerra perdeu a batalha. Nosso cinema terminou num filme triste. Nossa estação de tratamento de esgotos enroscou. Erros seríssimos e com grandes repercussões na linha do tempo das pessoas, das empresas e da cidade. Um elo sozinho nada vale. Um conjunto de elos se torna numa bela corrente. Se não unirmos nossas forças ficaremos ao sabor do ‘ se Deus quiser”. E o tempo passou. Pessoas passaram. Tudo passa. Mesmo assim somos a Terra das Borboletas. Continuamos a sê-lo. Sempre seremos. Nosso lema é “ semper fluit flumen papilionum” (sempre corre o rio dos borboletas), embora poluído, sem borboletas e sem vida. Será exagero meu? Lembro que isto não é uma crítica e sim uma reflexão. Desejo que não erremos mais. Apesar de tudo, coisas boas aconteceram nestes anos todos. Diante disso, parabéns Tanabi e sua gente de ontem e de hoje por mais um aniversário. 

Um lembrete, em especial à classe política: Juízo.

terça-feira, 28 de junho de 2016

HISTÓRICO DO CORPO DE BOMBEIROS DE TANABI

Tudo tem sua história e a história da instalação do Posto de Bombeiros de Tanabi é bastante interessante e precisa ser escrita e conhecida.

Fatos antecedentes: Os primeiros movimentos visando a instalação de base de bombeiros em Tanabi remonta 1997, no final do mandato do prefeito Norair Cassiano da Silveira(I) onde interagiram o vereador Francisco Evangelista de Souza Filho e o subtenente Osmar do Nascimento. Em 1997 o vereador Francisco Evangelista de Souza Filho fez aprovar pela Câmara a Indicação 75/97, de 27 de maio de 1997 no mesmo sentido na presidência do vereador João Mazza. 

Em 1999 nova Indicação foi feita na Câmara Municipal de Tanabi, número 94/90, de 15 de setembro de 1999, assinada pelo então vereador Luiz Antonio Tonini, tendo na Presidência o vereador Paulo Cesar Bento. Em 2000 aconteceu reunião com o comandante do subgrupamento de S.J.R.Preto, Capitão Cunha, para tratar do assunto. O documento foi encaminhado ao Chefe do Executivo, senhor Alberto Victolo e à chefia do Corpo de Bombeiros de Mirassol. Por ação de vários interessados a documentação foi despachada aos cuidados do Secretário da Prefeitura, prof. Antonio Caprio, para a tomada das providencias devidas. Após, a Secretaria entrou em contato com várias autoridades da Policia Militar – área de Bombeiros, e foi preparado um cronograma de atividades para serem desenvolvidas. Nesta fase o sargento Montanhini assumiu papel de destaque e decisivo no processo.

A primeira medida oficial adotada em 2001 foi a celebração de convênio com o Governo do Estado através da Lei Municipal nº 1.723/2001, de 6.12.2001 com base na Lei 684, de 30.set.1975. Após foi votada a lei Municipal nº 1.775/2002 onde se fixou as taxas para execução dos serviços de bombeiros em Tanabi e a Taxa de Sinistros. A seguir foi elaborada e aprovada a Lei Municipal nº 1.776/2002, criando o Fundo Municipal de Bombeiros – FEBOM, que teria a seu cargo o recebimento e administração dos recursos do Posto de Bombeiros de Tanabi. 

Na linha do tempo foi aprovada a Lei Municipal nº 1.821/2004 criando 15 cargos de bombeiros na estrutura administrativa de Tanabi. Foi celebrado termo de concessão de uso do prédio sito na Rua Coronel Joaquim da Cunha esquina com Cap. Jerônimo Fortunato, antes destinado ao setor de Cultura do Município que foi totalmente reformado pela Prefeitura e feitas as adaptações devidas com um custo próximo de R$ 100.000,00(cem mil reais). O concurso escrito se deu em 27 de janeiro de 2004. As provas práticas foram feitas nos dias 28,29,30 de maio. O preparo esteve a cargo do Instituto Atenas de Adamantina e Corporação de Bombeiros Estaduais da região. Foram aprovados 15 bombeiros, todos sob regime municipal. Apoio: Decreto Municipal de 30 de abril de 2004.Os bombeiros municipais fizeram treinamento de 01.04.2004 a 11.12.2004. 

HOJE a corporação registra 22 bombeiros, sendo 7 mantidos pela municipalidade e 15 pelo Estado, num total de 22 componentes. A integração é feita pelos Bombeiros Militares estaduais de Rio Preto e Mirassol. O atendimento abrange Bálsamo, Mirassolândia, Cosmorama e cidades da região. No início só tínhamos o prédio, um fusca e um soldado PM. Atualmente o Posto é dirigido pelo subtenente PM Manoel Batista de Oliveira e tem como auxiliar Administrativo o PM Rene Rodrigues Calister e possui os sequintes equipamentos: 2 Caminhões, sendo 1 autobomba e um autotanque. e 1 Viatura de Resgate;1 veículo para resgate de animais;1 carro para uso geral; 1 barco; 3 tesouras – desencarceradoras; 1 conjunto completo para salvamento em altura; 1 equipamento completo de salvamento aquático;1 conjunto completo de salvamento terrestre;Cilindros respiratórios e equipamentos afins e EPI – para incêndio – completo. 

Os serviços prestados são estruturados nos seguintes setores:

  1. Base de atendimento técnico – expedição de alvarás, vistorias e outros documentos. Responsável pelo setor: Leonardo Luiz Stéfani da Silva.
  2. Base de atendimento Operacional –atividades de ruas e apreensão de animais e atividades preventivas contando com o subtenente Oliveira na ministração de palestras, cursos, etc. Responsável pelo setor: Anderson Benevente Agudo. 
Mensalmente a base atende em média 200 casos. Atualmente com a criação do SAMU o atendimento está estimado de 160 a 180 atendimentos/mês. O financiamento da estrutura é feito pela Prefeitura que mantém 7 bombeiros, alimentação, servidores( merendeiras), energia elétrica, combustível e outras despesas. O Estado custeia 15 bombeiros. São atendidos municípios da região, dentre eles Bálsamo, Mirassolândia e Cosmorama. 

Registros:
  • Para a compra da primeira tesoura desencarceradora foi acionada a empresa Comatra, de Porto Alegre. O teste inicial foi feito no dia 15 de janeiro de 2004 usando-se um Fiat 157, doado pelo Ferro Velho São João. O evento foi coordenado pelo Capitão PM Paulo Sérgio Berto com a presença de e alguns convidados e autoridades dentre os quais o Prefeito Norair Cassiano da Silveira. Hoje a corporação tem 3 destas. 
  • TAXA DE SINISTRO: Esta foi criada para subvencionar despesas básicas do Posto de bombeiros de Tanabi tais como compra de computadores, mobiliário, instalação e manutenção de hidrantes, aquisição de equipamentos necessários e outros de interesse e necessidade da corporação. No início foram vários os vereadores contra a instituição da citada taxa, depois, se conscientizaram da necessidade dela. Hoje a taxa está incorporada no carnê de IPTU, totalmente revertida em favor da comunidade. 
  • A corporação de Tanabi participa ativamente de cursos especializados visando o aprimoramento dos serviços oferecidos pelo Posto de Bombeiros de Tanabi, registrando extensa grade de atendimentos em favor da preservação da vida, atendimento a acidentes de várias naturezas, em especial automobilísticos, captura de animais em situação de risco, apreensão e cuidados com animais diversos, combate a incêndios, palestras educativas sobre temas de interesse da corporação e a presença marcante na vida e no cotidiano dos cidadãos tanabienses. 
  • Primeira turma de Bombeiros Voluntários de Tanabi: A primeira turma foi diplomada no dia 10 de abril de 2000, em S.J.R.Preto, onde houve o ‘batismo e foi coordenada pelo 13º Grupamento de Bombeiros de São José do Rio Preto sendo homenageadas várias pessoas. Foram Bombeiros Voluntários: Antonio Garcia Martines, André Augusto Garcia Martines, Carlos Roberto da Silva, José Francisco de Matos Neto, José Luiz Casagrande, Alberto Scrignoli Bento, Luciano Aguilera, Julio Donela Quiguii, Jussara M.Silva Selvante, Helio Gusson Camilo, Isabel Cândida da Silva Moraes, Fabricio José de Camargo, Adilson Pivaro Fiamenghi, Ricardo da Silveira Magri, Alessando Mendes da Silva e Heitor Marcel Martines.
  • Segunda turma de Bombeiros Voluntários de Tanabi: Aconteceu no dia 6 de abril de 2002. Turma “Carlos Roberto Batista” e contou com a participação de autoridades locais entre os quais como convidado o senhor Amadeu Menezes Lorga – pai do Bombeiro Voluntário e Juiz de Direito da Comarca Dr. Ricardo de Carvalho Lorga - que foi o orador da turma, com a presença do Tenente Coronel Antonio dos Santos Antonio, o Subtenente Dagoberto, chefiando a PM de Tanabi, o prefeito Norair Cassiano da Silveira, o vice-prefeito Florindo Galvani e outros. Na oportunidade foi entregue cartão de prata em agradecimento ao comandante Paulo César Berto, pelos serviços prestados à corporação. A cerimônia se deu na Praça central João de Melo Macedo onde também aconteceu o ‘ batismo ‘ da turma e demonstrações práticas. O evento contou com o incentivo do 1º Tenente Comandante do Posto de bombeiros de Mirassol Sandro Yukio Kubo. Bombeiro Voluntários: Ailton Alves de Novais,Carlos Lopes Ribeiro, Donizete Moreno da Silva, Elizeu Diogo Romano, Fabiana Cristina Fregoneze, Genesio Ferreira Bernardo, José Tadeu de Luca, Júlio Cesar de Oliveira, Luiz Antonio Vieira Custódio, Odair Socorro do Nascimento, Paulo Cesar Barbosa, Ricardo de Carvalho Lorga, Roni Carlos Silvério de Paulo, Sergio Magri, Wagner Piovesan e Walter de Jesus Piovesan. Comandava a Policia Militar o Subtenente Dagoberto. Comandava a PM local Arnaldo do Nascimento. 
  • A comunidade local, por quotização, colaborou no levantamento de valores para as despesas do preparo do fardamento de alguns voluntários. 
  • O Corpo de Bombeiros de Tanabi foi inaugurado no dia 12 de dezembro de 2004 e contou com a presença do Comandante Geral do Corpo de Bombeiros de São Paulo José Paca de Lima, do prefeito Norair Cassiano da Silveira, do presidente da Câmara Florindo Galvani, do Juiz de direito da comarca Dr. Ricardo de Carvalho Lorga e outras autoridades. A cerimônia foi no prédio do Corpo de Bombeiros às 10:00 horas. Após foi oferecido coquetel aos presentes. 
Participaram ativamente do processo da criação e instalação do Corpo de Bombeiros de Tanabi o 3º Sargento Donizete Aparecido Montanhini que fazia os contatos básicos e fundamentais entre as autoridades locais, o GB de S.J.R.Preto e comando de São Paulo; o professor Antonio Caprio, Secretário da Prefeitura a quem coube criar os projetos, elaborar os processos, coordenar a movimentação da documentação e contatos e organizar os eventos gerais; o comandante do GB de São Paulo Coronel Jair Paca de Lima; o senhor Norair Cassiano da Silveira como prefeito municipal; o PM Ezequiel Divino Cavassani relativo ao segundo grupo de bombeiros voluntários, bem como outras pessoas da cidade de Tanabi , S.J.R.Preto e Mirassol. 

Do trabalho de muitos hoje aí está a corporação prestando grandes serviços à comunidade sendo o responsável pelo salvamento de muitas pessoas e patrimônios particulares e públicos, além de um orgulho para Tanabi. Os agradecimentos comunitários a todos que ajudaram a tornar real este importante empreendimento. 

Algumas fotos:

inauguração

vista frontal do prédio

inauguração 12/12/2004

quarta-feira, 22 de junho de 2016

MEMÓRIA MUNICIPAL 08-2016


NOSSAS RUAS E PRAÇAS - denominação


A história de uma cidade costuma ficar registrada nas ruas, avenidas, praças e outros logradouros públicos. Apenas um número bastante pequeno utiliza números para tal atividade e mesmo assim somente na parte mais antiga. Os acréscimos que vão sendo feitos através de bairros e novos espaços já recebem nomes de pessoas ou datas históricas quer da localidade quer do estado em que se situam ou país 

No caso específico de Tanabi, especialmente na parte antiga ou central da cidade, alguns nomes remontam fundação e ao município. Várias denominações foram alteradas ao longo do tempo, o que não deveria acontecer, visto que se estas vias e logradouros receberam nomes de antigos moradores há de ser por alguma razão, e o que não se pode é apagar a história de um povo, por mais que se modernize. Vejamos alguns casos mais antigos de Tanabi: 

Praça da Bandeira – Esta se localiza na parte central da cidade e era o local do jardim público e Praça da Matriz e Santuário. Hoje o local se denomina Praça João de Melo Macedo. Hoje a quadra anexa tem denominação especial – Praça Nossa Senhora da Conceição. 

Praça 24 de outubro – Esta se localiza onde hoje é o terminal rodoviário de Tanabi. Foi inicialmente denominada Praça da Matriz porque no local foi instalada a primeira igreja, primeiro em sapé (1882) e depois em alvenaria(1891). No local deu-se os primeiros atos da fundação de Tanabi. Posteriormente, o local passou a se denominar Praça Stélio Machado Loureiro por força da Lei Municipal nº 224, de 7 de janeiro de 1956, em homenagem a jornalista paulista e que prestou vários serviços ao município de então.

Praça Joaquim Chico – Esta se localiza logo na entrada da cidade e teve seu nome dado em homenagem ao fundador de Tanabi, senhor Joaquim Francisco de Oliveira, o Joaquim Chico e construída na administração Milton Cury Miziara com projeto de autoria do engenheiro tanabiense Tulio Negrelli. 

Praça Francisco Viola – Esta ocupa a parte frontal da atual EM Ganot Chateaubriand. O homenageado era músico e educador em Tanabi. A denominação foi dada através da Lei Municipal nº 239, de 4 de dezembro de 1956. 

Avenida Bechara Nassar – em homenagem a um dos primeiros industriais de Tanabi. Esta via liga a cidade antiga à atual Rodovia Euclides da Cunha e do outro lado a Rodovia Deputado Bady Bassit e bairros de Tanabi. Era denominada Avenida Presidente Kennedy. 

Avenida Antonio Lopes Cabrera - Via que une a cidade à Vila Thomaz e bairros rurais de Ibiporanga, Rincão, Ibiporanga e Malhador bem como ao Conjunto Habitacional Jardim Centenário. Foi assim denominada pelo Decreto-lei 119,de 23 de março de 1972 e com a denominação de Avenida Brasil.

Rua Jorge Tabachi – Assim denominada por força do decreto-lei municipal nº 120/72, de 23 de março de 1972 e homenageia prestante e operoso comerciante e industrial de Tanabi, anteriormente denominada Rua Anita Garibaldi. 

Rua Nove de Julho – homenagem ao movimento da Revolução de 1932.Tanabi sediou em 1932 o movimento, sendo aqui instalado o último forte de resistência paulista, período em que foi construído o aeroporto municipal por onde chegavam víveres e armamento dos soldados constitucionalistas. Sebastião Almeida Oliveira foi Presidente do MMDC –Tanabi. A referida via era denominada Rua Filogônio de Carvalho, ativo membro político local e defensor das causas e interesses de Tanabi 

Rua José Serafim da Silva - Via assim denominada por força da Lei nº 248, de 8 de junho de 1957. O homenageado era político ativo local tendo sido também juiz de paz. A referida via era denominada Rua 13 de maio. 

Rua Coronel Militão – Nome atribuído em homenagem ao primeiro prefeito de Tanabi e um dos criadores do município. Era anteriormente vereador e representando Tanabi junto da Câmara Municipal de São José do Rio Preto. Exerceu o cargo de prefeito- intendente) por dois períodos. Faleceu em 31 de março de 1938.

Rua Barão do Rio Branco – Homenagem ao grande estadista brasileiro e um dos principais responsáveis pela demarcação do território nacional e nossas divisas. Era membro destacado da representação diplomática do Brasil nas organizações internacionais. 

Rua Monteiro Lobato – Nome em homenagem ao grande escritor brasileiro. Foi denominada pela Lei Municipal nº 28, de 9 de maio de 1949. Era denominada anteriormente de Rua 14. 

Rua Capitão Bonfim – Homenageia o político e o cidadão Antonio Soares Bonfim. Eram recebidas em sua residência grandes personalidades que visitavam Tanabi. Foi organizador de diversas ‘ cavalhadas’ que atraiam grande número de visitantes da região. Foi assim denominada por força da Lei Municipal nº 338, de 30 de julho de 1962. 

Rua Rui Barbosa – homenagem ao grande mestre do idioma brasileiro, magnífico orador e jurista brasileiro , o “Águia de Haia”. 

Rua Nilo Peçanha – homenagem ao ilustre brasileiro e ex-presidente da República do Brasil. 

Rua Dr. Dr. Cunha Júnior – Homenagem a um dos médicos mais antigos que Tanabi teve. Seu nome completo era Dr. José Luiz da Cunha Junior e foi assim denominada por força da Lei Municipal nº 271, de 21 de junho de 1958. Antigamente era denominada Rua Carlos de Campos 

Rua Sete de Setembro – Nome dado em homenagem ao dia da independência do Brasil. Seu nome antigo era Rua Tiradentes. 

Rua Marechal Deodoro da Fonseca – Homenagem ao primeiro presidente da República Brasileira. Na época o militar mais antigo das forças armadas do Brasil. 

Rua Capitão Daniel da Cunha Moraes – Homenagem ao cidadão prestante e por várias vezes vereador, presidente da Câmara e prefeito municipal (intendente). Foi assim denominada por força da Lei Municipal nº 116, de 29 de setembro de 1952. 

Rua Maria Paulista – Homenagem da comunidade tanabiense à uma das mais antigas parteiras da cidade. Foi assim denominada por fora da Lei Municipal nº 85, de 18 de janeiro de 1952. Era antigamente denominada Rua 12. 

Rua Moacir Sóssio Terra – Foi assim denominada por força da Lei Municipal nº 68, de 02 de maio de 1951. Foi um cidadão benemérito da cidade. Rua denominação antiga era Rua 17. 

Rua Tuffi Abufares – Foi vereador e político tanabiense. A rua foi assim denominada por força da Lei Municipal nº 248, de 8 de junho de 1957. Era antigamente denominada Rua 6.

Rua Professora Odete Garcia – Foi professora da rede pública estadual e notável educadora. Foi assim denominada por força da Lei Municipal nº 510, de 29 de junho de 1960. Era antigamente denominada Rua 29. 

Rua José Siriani – Político e prefeito de Tanabi. Esta rua foi antigamente denominada Rua 15 de novembro e depois Rua dos Estudantes, denominação dada pela Lei Municipal nº 229, de 3 de julho de 1956. 

Rua Alferes Polinice Celeri – Foi um dos co-fundadores de Tanabi. Exerceu o papel de orientador no processo de fundação do Arraial do jatai e depois em vários processos de modernização local. Era um fitoterapeuta natural. A rua foi assim denominada por força da Lei Municipal nº 197, de 19 de agosto de 1955. Antigamente era denominada de Rua 32. 

Rua Júlio Barradas – Comerciante e grande colaborador na construção da Igreja Matriz local. Denominação dada pela Lei Municipal nº 339, de 30 de julho de 1962. Era denominada Rua 4. 

Rua Marcílio Cesário de Magalhães – Foi vereador e político atuante. A rua foi assim denominada por força da Lei Municipal nº 197, de 19 de agosto de 1955. Antigamente era denominada Rua 19. 

Além destas, outras importantes personalidades foram objeto de denominações de logradouros públicos como Vergnaud Mendes Caetano, Odilon Pacheco, interventores municipais, Pedro Ovídio, Emilio Arroio Hernandes, como ex-prefeitos de Tanabi e desportista como Milon Ferreira da Silva. Este pequeno relato se fundamenta em escritos do sr. Sebastião Almeida Oliveira (Subsídios para a História de Tanabi, pp. 83/84) hoje homenageado na denominação da Biblioteca Pública Municipal.

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